terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mesmice.



Ouvia palavras repetidas, via o mesmo sol todos os dias.
Tinha uma velha esperança e acreditava nas mesmas mentiras
Comia as mesmas coisas e vestia as mesmas roupas.
Dormia do mesmo lado, observava as mesmas pessoas.
As horas passavam com a mesma velocidade,
e não havia espectativas nos meus dias.
Mesmas ruas, mesma vida.
E de repente acabou.
Oposto, curioso.
Como o polo negativo de um imã,
Não distraiu, atraiu.
Dúvidas conflitantes, fatos que não têm um porquê, apenas são.
Batem a sua porta, você os convida para entrar e sem perceber, ele toma conta do seus olhos, da sua voz, do seu coração.
E faz com que as palavras que antes você ouvia repetidamente, sejam as suas próprias frases.
E aquele sol que você acreditava ser tão comum, é agora o transformar dos seus dias.
Aquela velha esperança se enche de sonhos e confiança, agora nada é o mesmo.
A mudança reaparece.
A anciedade vem junto com as horas que agora parecem se arrastar.
E a sua fé?
Ela passa a acreditar no que você mesmo jurou não existir.




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