quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

restou a fé


É, não adianta. Pode passar o tempo que for, eu ainda não vou entender o porquê de tudo isso. O porquê desse nada. Eu sei o que deve ser feito, mas não posso. Sinto-me como se estivesse presa, em um lugar que não quero estar. Sou a razão, sou a solidão. Não é suficiente, eu ainda sinto. Eu sei como dizer, mas a voz não é forte o suficiente. Ela está no fundo, entre os nós que sufocam-me. É tanta coisa que, de repente, não é mais nada. São tantos dias que parece que foi ontem... Não foi!
Eu sei o que devo sentir, mas de nada vale se o coração não entende. Restou aqui um pouco de sentimento. Restou em mim a esperança. Não por ser a última a partir, mas por ser a unica saída. Espero. Já tive pressa.  Prendo-me na fé que não me deixa morrer, cair. Elevo os olhos pra onde eu posso me sentir, me entender. Para onde eu encontro as respostas. Sei onde elas estão, e é por isso que permaneço aqui, não vou perdê-las. E se elas não vierem, virá a calmaria, virá a paz.

domingo, 30 de setembro de 2012

Desisti de explicar.



Isso aqui seria uma carta e o destinatário seria você.
Carta? Estamos avançados demais pra isso.  Que tal um e-mail?
Não.
Quero poder dizer o que sinto em palavras, muitas delas, e torcer pra que quando você leia, possa sorrir como da primeira vez.Você se lembra?
Passou tanto tempo e aquela vontade de me sentir entre os teus braços é tão viva. Parece conversa de menina adolescente, mas não, já cresci. O problema é que o amor nos faz bobos. Problema não, solução.
Poder falar com o silêncio, daqueles em que os solitários vivem. Mas é diferente. É o silêncio bom, conhece? Ele te faz indagar coisas como: por que seus olhos me deixam tão sem graça? Por que é mesmo que eu fico assim, rindo sozinha, esquecendo tudo ao redor?
Eu espero que meu sorriso sempre desvende pelo o que meu coração insiste em pulsar. Afinal, ele bate assim por sua culpa. As letras se unem buscando uma palavra melhor pra traduzir essa coisa meio sem nome. Alguns insistem em chamar de amor. Amor? Não pode. É mais que isso. É uma mistura de melhores amigos, que são cheios de defeitos, meio que diferente de todas as outras pessoas. Sabe quando você fica feliz porque sabe que alguém está pensando em você? Quando você pensa que está só você ouve aquela voz. E ninguém está só quando há essa voz. A palavra capaz de mudar o dia. Palavra ou silêncio. Tanto faz. Acho que gosto do silêncio. Desse nosso silêncio.
É quando você tenta descrevê-lo você fica assim, rodando, rodando, e continua sem dizer nada.
Quem precisa disso? No fundo a gente sabe como o amor vem. As formas é que são diferentes. Sempre esperamos que ele chegue logo. Que venha correndo.
O meu chegou. Veio devagar, caminhando, com medo de se perder. Me encontrou, meio tímido. O amor chegou sem dizer, sem ser anunciado. Tomou o seu lugar sem pedir. Me trouxe a calma que nunca tive. Era assim que deveria ser. Era de amor que eu precisava. Era de nós que eu sempre senti falta.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Não quero monotonia



Não te inspira, por que? Há pouco tempo pra pensar. Não há hora para sonhar. O tempo voa. Voa longe.
Os sorrisos não sumiram, a paz não foi embora. Mas então porque ainda falta alguma coisa? As palavras se calaram. O silêncio apareceu.
Traga-me um horizonte, pôr-do-sol, um abraço, por favor? Um lugar pra descansar, algo para as minhas impressões. Quero ser surpreendida.
A vida meio monótona é sem graça. Tudo muito cheio de nada. Não quero. Eu quero a ansiedade, o medo, a indecisão.
Traga-me um pouco de vida, por favor? Um pouco de algo que eu não esteja esperando. É, aquilo que eu quero, mas ainda não sei.
Mais bagunça, mais sorrisos. O brilho nos olhos. Quero perto. Eu só quero tudo. E tudo nem é tanto assim.

domingo, 26 de agosto de 2012

Acostumar



Depois de um tempo, você acaba se acostumando. Com aqueles sapatos que sempre te machucam, com promessas e até com algumas situações. Deve ser normal se acostumar com a raiva, com o mau humor e até com a solidão, não que elas sejam coisas boas.
Sendo comum, talvez eu pudesse dizer que é fácil se acostumar com o amor, com a alegria. Não é? Não. Se acostumar é deixar de dar importância. É esquecer que aquilo existe. Eu não sei esquecer a felicidade e acho que ela não deva ser ignorada.
Eu me lembro dela pela manhã, quando acordo atrasada por culpa de um sonho lindo que infelizmente foi interrompido pelo despertador. A cada passo que eu dou, eu sinto o cheiro dela, consigo até ouvir sua voz. Minha felicidade me abraça e enche o ambiente de paz.
Um dia todo mundo fica meio bobo. Principalmente aqueles se sofreram um pouco mais. Parecer ridículo aos outros é a forma mais linda de ser feliz. Andar de mãos dadas e nem se dar conta que está parado no meio da rua, jurando ser a pessoa mais feliz do mundo.
Ser feliz é se importar, não com o resto, mas com ela. Com aquela pessoa que consegue te surpreender, que adora te deixar brava pra te fazer sorrir. É ter o melhor beijo ao alcance de suas mãos.
Não se acostumar é não ter medo de lembrar-se do passado, é não se esconder. É se mostrar. Encarar os medos, os defeitos que só você conhece e aquelas manias esquisitas que ela adora. A sua felicidade ama te ver de pijama, meio descabelada. Ela ri quando você arrotar pensando estar sozinha na cozinha. Ri mais ainda depois de um tropeço no meio da rua. Ela olha nos seus olhos como ninguém nunca olhou.
Quando você se importa de verdade percebe que o seu jeito meio destrambelhada e tagarela é o que ela mais admira. Era o que você procurava. Alguém que gostasse de você, que arrumasse seu cabelo com as mãos mais afáveis do mundo, que te provasse que as pessoas são boas e que o mundo não é tão ruim assim.

Depois de um tempo você acaba aceitando: a felicidade sorriu pra você. E o que é melhor, ela está aqui, aguentando suas chatices, aquela TPM interminável, seus dramas, e seus ciúmes.sempre. Para sempre.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Não


Sempre dói.
Diferente de quando se quer, quando se está cansado de lutar, no momento em que se precisa entregar os pontos. O "não" é necessário e, por vezes, aguardado ansiosamente. Interromper um caminho que nem se pôde percorrer. A gente se revolta, estranha, bate o pé, sem pensar o porquê.
Um "não" pode te trazer mais uma chance. Novas chances. Ter a oportunidade de fazer bem, de lutar mais, de ser mais feliz. Um "não" pode te fazer mais feliz. A longo, médio, pequeno prazo.
Quem sabe amanhã?
O "não" prova. Mostra quem você é, ou quem não é. Ele te desafia, impulsiona os sentidos, a mente, o coração. Crescemos mas continuamos a senti-los como crianças.
Uma das coisas que levarei pro resto da minha vida é que as coisas no nosso tempo, da nossa forma, do nosso jeito, nunca dão certo.
Tudo precisa ser como é. Não somos juízes nem deuses. Somos humanos e precisamos aguardar em fé, com paciência.
O amanhã pode ser muito melhor do que hoje, se você souber esperar.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Nós

Porque essa insistência em explicar? Deve estar ligado com a sensação de algo estranho - bom, acontecendo. Mais um dia nasce, e após ver a primeira luz percebo que é preciso buscar algo novo, de novo. Todos os dias.
Se dar e acreditar. Fé no que os olhos não sabem, ver além do que é.
Não mais esperar. Ser por um outro alguém.
Segure firme em minhas mãos, escuridão nenhuma pode nos assustar. Lance sua voz para o ar.
Veja as flores, o céu azul. Respire. A sensação retorna, sem explicação.
É ser assim. Não de dois mas em um.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O que se faz com a felicidade?


Já escondi, já gritei. Agradecer parece que não basta, tanta paz parece não haver lugar no mundo. Tanta serenidade parece vir dos céus. Olhos que brilham como estelas. São estes capazes de iluminar todos os caminhos.
Disse adeus a escuridão sem nem pensar. Fiz a loucura de ser feliz, de partilhar os sonhos. É querer, é descobrir.
Duvidar, crente que é verdade. Tudo isso é verdade, embora não pareça.
O que precisou ser não foi, na realidade, foi muito mais. Como duas ruas que no fim se cruzam, estes caminhos tão distantes se encontraram, e agora não podem desviar, ou escolheram assim.
Ruas cheias, mãos dadas.
Duas vezes mais estrelas no céu, duas vezes mais felicidade, incontáveis vezes mais amor.
O que eu fiz pra ser feliz? Achei o caminho, e não importa onde eu vá, no final eu sempre permaneço nele.

domingo, 15 de janeiro de 2012

A diferença.


Acredito que elas sempre existirão. Dependem de onde você nasceu, com quem conviveu, e o que você entende por "vida", ou por "pessoas".
São constantes motivos de discussões, lágrimas e corações partidos. Alguns, de fato, não se importam, acreditam ainda que são elas que nos fazem seres únicos.
Conheço algumas dessas pessoas, de ambos os lados. Os sofredores e os amantes.

...Com quem se importa, o que não faz diferença.

Seja onde for, ela estará. Na amizade ou no amor. Ela é um complemento da vida. Quase como um degrau, que devemos subir todos os dias. É uma companheira de relações.
Dizem que é possível mudar algumas, se não todas elas.
Há também os que não as suportam. Desvalorizam e excluem os que não assim, ou assado.
Mas acho que o que o que é verdadeiro suporta. Estão aí para serem vividas e não julgadas. Não dá pra ser igual, sempre.
Qualidades e defeitos. O que dói, e o que é bom. Tudo vale. Cada uma delas valem. São como lições, das quais poucas coisas nessa vida são capazes de ensinar.

sábado, 14 de janeiro de 2012

sim.


É algo que todos nesse mundo um dia já falaram, ou vão falar. Alguns, muito bem, outros, muito mal. Uns com conhecimento, outros com a boca cheia de mentiras e falsas verdades.
Quem vive, sabe o quanto dói, mas sabe o quanto pode ser recompensador. Quem sorri, sabe o tamanho do medo, e o tamanho da felicidade. Quem se perde em passos lentos, sabe que nenhum destino fará diferença, e que os caminhos não são vazios, como pareciam. Quem respira tem a chance de ser feliz. Onde, quando, e como quiser. Quem está aqui, pode encontrar alguém ali. Não há como dizer "quando", mas há como dizer "sim".
E às vezes, é só isso que falta.