que eu nunca dei.
Aquele que ecoou na alma, que me ensurdeceu os ouvidos.
O grito daquelas palavras que insisti em acreditar. Ele saiu. O desapego, o "não me importo" não veio fácil, mas encontrei. Foi preciso perseguir. Uma busca por quem eu sou, quem eu
devia ser, sentir, fazer.
Eu encontrei uma esperança no silêncio que se
fez... Isso foi o suficiente, me questionei, bati com a cabeça nos medos, nas angústias, mas ele chegou.
O fim. Eu necessitava dele. Tomei nas mãos a caneta e o papel. Era preciso escrever o final disso tudo. As questões não deviam mais existir. O ponto final chegou e com ele a paz abraçou meu coração.
Eu soube que seria feliz e não me importava com o tempo da espera. Ela veio e encontrou as coisas fora do lugar, mas me esperou, me ajudou. Tomou minhas mãos e me mostrou que valia a pena por tudo em ordem. Eu devia organizar a casa, porque ela viria para ficar.
Os papéis e a caneta estão aqui. Uma nova história também. A alma se aquietou, me concentro. Eu pego a caneta nas mãos e agora posso escrever a história que eu tanto sonhei viver.