quarta-feira, 2 de novembro de 2011

olhos.


Eles falam, sabia?
Falam quando mentem.
Quando amam.
Quando sofrem.
Os olhos que choram de alegria, de dor,
Que fingem paz,
Que demonstram gratidão,
São os mesmos que podem calar.
Refletem a alma.
Traduzem o coração.
Transformam palpáveis sensações inexplicáveis.
Brilhante,
Sorridente.
Eles sorriem, sabia?
Acalmam.
Apavoram.
Distanciam.
Apaixonam.
Eles explicam.
Não confundem.
Você pode mentir, seus olhos não.
Dizem sim.
Protegem.
Guardam.
Respondem em silêncio, sem esforço.

Confiança, paz, sim, verdade, inexplicável, necessário, imprevisível e transformador.

"Os olhos são as janelas da alma e o espelho do mundo."



terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mesmice.



Ouvia palavras repetidas, via o mesmo sol todos os dias.
Tinha uma velha esperança e acreditava nas mesmas mentiras
Comia as mesmas coisas e vestia as mesmas roupas.
Dormia do mesmo lado, observava as mesmas pessoas.
As horas passavam com a mesma velocidade,
e não havia espectativas nos meus dias.
Mesmas ruas, mesma vida.
E de repente acabou.
Oposto, curioso.
Como o polo negativo de um imã,
Não distraiu, atraiu.
Dúvidas conflitantes, fatos que não têm um porquê, apenas são.
Batem a sua porta, você os convida para entrar e sem perceber, ele toma conta do seus olhos, da sua voz, do seu coração.
E faz com que as palavras que antes você ouvia repetidamente, sejam as suas próprias frases.
E aquele sol que você acreditava ser tão comum, é agora o transformar dos seus dias.
Aquela velha esperança se enche de sonhos e confiança, agora nada é o mesmo.
A mudança reaparece.
A anciedade vem junto com as horas que agora parecem se arrastar.
E a sua fé?
Ela passa a acreditar no que você mesmo jurou não existir.