Dias bons e ruins, quem pode ousar dizer não tê-los vivido? Os bons são capazes de nos deixar estasiados, fora dos eixos, como se o sorriso nunca mais fosse sair dos lábios. Os ruins nos deixam pensativos e não quer dizer que chegaremos em algum lugar com todas as perguntas que nos fazemos. Aprovo: os momentos tristes nos fazem pensar. O que eu tenho feito é o suficiente? É mais do que deveria?
Somos feitos de expectativas, de sonhos. Estamos esperando algo. Eu espero.
Peço para que existam as palavras, esforçando-me para que elas nunca nos faltem. Que sobrem abraços e que os beijos durem para sempre. Eu nada deveria pedir em troca, mas espero pelas horas em que posso ouvir sua voz. Aguardo pelos bilhetes que nos faziam parecer adolescentes apaixonados. Confio no amanhã onde não serei apenas eu mesma, será tudo no plural. O plural que eu espero desde que entendi que sozinho a gente é feliz, mas não para sempre.
Estou esperando por aquele "bom dia" dado enquanto olho em seus olhos. Posso nos ver em um sábado chuvoso, deitados no sofá com a única pretensão de estarmos exatamente ali. Escrevo dentro de mim cada um dos sonhos. Essa foi a história que escolhi viver e que não segue exatamente o roteiro que pensava. Mas quem disse que as coisas precisam ser do nosso jeito?